A revolução digital tem um agente universal, mediador da inteligência humana - O Software. Ele é quem realiza o potencial oferecido à criatividade do homem contemporâneo pelo computador, redesenhando fronteiras e modelos das suas interacções sociais. Ele define e dá sentido ao "CyberSpace", onde é a lei, gerando novas culturas e dependências. Todo esse poder traz riscos e responsabilidades. A economia de escala nos seus processos de arquitectura, produção e negócio favorecem os monopólios, podendo implicar em dependência a formatos e padrões proprietários e às suas consequências. Responsabilidades repousam na escolha e adopção colectivas de formatos e padrões digitais que irão controlar o alcance, a natureza e o poder desta intermediação. O papel social do software tanto pode promover como reprimir representações das liberdades humanas, submissas às liberdades do mercado na nova economia. O software livre, com seu código aberto e propriedade colectiva, exploram peculiaridades do "CyberSpace" para nos oferecer alternativas socialmente equilibradas, globalmente eficientes e sadias aos desafios da arquitectura, produção e negócio do software. Ele é fruto da consciência cidadã, actuando na dimensão social desse poder mediador da inteligência e vontade humanas. Course categories
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